21 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (8)

Portugal 2 x 3 Alemanha
Futebol Momento x Futebol Tradição. Assim poderia ser definida esta partida. E a tradição alemã, equipe com mais títulos europeus (três), venceu os portugueses por 3 x 2, num jogo empolgante, como a esmagadora maioria dos jogos dessa Euro até aqui, superando e muito todas as já boas expectativas pra competição. Os gramados suíços e austríacos serão lembrados por anos e mais anos.
Felipão alertou na coletiva antes da partida sobre o perigo das bolas aéreas da Alemanha, destacou dentre os mais perigosos Metzelder, Mertesacker, Ballack e Mario Gomez. E Felipão sabia do que falava. O primeiro e o último gol alemão da partida nasceu num cruzamento de Schweinsteiger, um para Klose cabecear, outro para Ballack.

A Alemanha imprimiu um ritmo intenso desde o primeiro minuto. Aos 26, já vencia por 2 x 0. Felipão então trocou João Moutinho por Raúl Meireles, pra tentar melhorar a marcação. Os portugueses, sem o brilho de Cristiano Ronaldo e com o patético Simão, descontou aos 40 minutos, após rebote de Lehmann em chute de Ronaldo, Nuno Gomes empurrou pras redes. O segundo tempo prometia ser ainda melhor.

E foi. Portugal viu-se na obrigação de ir pra cima, mas ainda contava com desempenhos discretos de C.Ronaldo e Deco. Mas a equipe chegava com mais perigo, finaliza mais, tinha mais a posse de bola. Mas então uma punhalada: cruzamento na área de Schweinsteiger, Ricardo sai pessimamente do gol e Ballack, um dos melhores cabeceadores do mundo (não que seja "meia cabeceador", mas em bolas paradas ele é quase imarcável), se antecipou ao já contestado goleiro português e fez 3 x 1, num momento onde parecia que logo Portugal empataria.

Felipão resolveu colocar Nani. Penso que seria no lugar do inútil Simão Sabrosa, mas estranhamente sai Nuno Gomes. Ok, Ânderson Polga deu certo em 2002, vai saber. Portugal se lançou com tudo. Postiga entra no lugar do volante Petit. E o segundo gol sai de jogada dos reservas: Nani cruza na medida do flanco esquerdo e Postiga desconta, aos 42 minutos. O jogo ganhava contornos de drama. Portugal tinha mais 5 minutos pra empatar. Sai Klose, entra o lateral Jansen na Alemanha. Era ataque contra defesa.

E o jogo acabou. Alemanha, mostrando o peso de sua camisa mais uma vez, 3; Portugal, mostrando o não-peso de sua camisa mais uma vez, 2. Tudo bem, perder pra Alemanha não pode jamais ser chamado de decepção, mas realmente ficará o gostinho de que poderia ter avançado mais. Felipão se despede da seleção portuguesa tendo feito um trabalho magistral, um dos melhores, senão o melhor, trabalho de um técnico à frente dos Tugas. Felipão deu ao time português uma alma. Quem imaginaria há alguns anos seleções de calibre mundial temendo Portugal? Felipão talvez tenha feito algo além de ganhar títulos. Fez um país ganhar alma, confiança, orgulho de ser português. E maior prova de que títulos não são tudo é a Grécia de 2004. Ninguém teme a Grécia, mesmo com o título de 2004. Todos temem Portugal, mesmo sem títulos.

Parabéns, Luis Felipe Scolari.


Croácia 0 x 0 Turquia (prorrogação: 1x1; pênaltis: 1x3)
Não tem muito o que falar desse jogo até a prorrogação, foi um jogo duro de assistir, chato, duas equipes procurando não levar o gol ao invés de fazer. Vamos direto ao que interessa, prorrogação.
A Turquia jogou com uma raça incrível a prorrogação, como é de costume dos turcos, se vão perder, vão perder lutando. A Croácia indiscutivelmente tem mais time que a Turquia, mas se tem alguma seleção no mundo que joga com amor a camisa e ao país essa seleção se chama Turquia.

E isso ficou claro quando aos 119 minutos, no último minuto da prorrogação, o espetacular Luka Modric correu mais que o goleiro Rüstü e cruzou na área, encontrando a cabeça de Klasnic que, sem goleiro, cabeceou para as redes. Seria o gol da classificação se fosse contra o Brasil, Alemanha, França, Itália... mas era contra a Turquia, a mesma Turquia que vinha de feitos sensacionais contra a Suíça, onde virou a partida nos acréscimos, e a épica virada contra a República Tcheca, onde perdia por 2 x 0 até os 30 do 2º tempo, placar que a eliminava da Euro. Aos 42 minutos os turcos empataram, placar que levaria o jogo a uma inédita decisão por pênaltis numa fase de grupos. Mas aos 44 uma virada sensacional, inesquecível, outro gol de Nihat, como fora o segundo. E pra aumentar o drama, 3 minutos depois o goleiro Demirel foi expulso, e ja tendo sido efetuadas as 3 alterações, o atacante Tuncay foi pro gol, e ainda sim, com toda raça e determinação do mundo, os turcos seguraram a vitória por 3 x 2.

E a Turquia fez de novo. O jogo parecia acabado, tomar um gol faltando 1 minuto pra acabar o jogo parece surreal de se reverter. A Turquia reverteu. Simplesmente no último lance da partida, o atacante Semih Sentürk, ao qual contesto o fato de ser reserva desde o começo da Euro, fez o gol aos 121. Fez o gol e a partida acabou, em seguida. Algo poucamente visto no futebol, algo ímpar.

Os croatas foram muito, mas muito desanimados para a disputa de pênaltis. Perderam 3 das 4 cobranças. Perderam a vaga. Aliás, não perderam a vaga, a Turquia quem a ganhou. Turquia, que agora enfrenta a Alemanha na semifinal, na próxima quarta-feira.


Holanda 1 x 1 Rússia (prorrogação: 1x3)
O melhor jogo da Euro 2008 até aqui. A Holanda deu show na primeira fase, destruiu Itália e França de maneira engraçada até, parecia estar jogando contra qualquer seleção. A Rússia começou sendo goleada pela Espanha, mas pra quem viu o jogo sabe que não foi jogo pra 4 x 1, a goleada é enganosa. Depois, vitórias contra Grécia e na decisão de vaga contra a Suécia, onde o empate classificava os suecos. Vitória por 2 x 0.

Holanda e Rússia prometia ser o duelo da ofensividade. A Rússia dirigida pelo gênio Guus Hiddink, um dos melhores técnicos que já vi, senão o melhor. Levou Holanda a semifinal da Copa de 98, Coréia do Sul a semifinal de 2002 e Austrália as oitavas de final de 2006. A Holanda do trio Sneijder/Van der Vaart/Van Nistelrooy.

E pra quem esperava a Holanda partindo pra cima, deve ter se surpreendido ao ver a Rússia jogando de maneira tão ofensiva nos primeiros minutos de jogo. Mas não era surpresa alguma pra quem viu os jogos dos russos. Van der Sar precisou mostrar mais uma vez estar no auge de sua forma. Mas a Holanda da metade do primeiro tempo pra frente conseguiu equilibrar a partida. E o primeiro tempo acabou no 0 x 0 mesmo.

Pro segundo tempo, Van Basten já mexeu no time: tirou o apagado Kuyt, colocou Van Persie. E logo no primeiro lance Van Persie quase abriu o placar. Placar que foi aberto aos 11 minutos, mas pelos russos: cruzamento de Semak pela esquerda e o atacante Pavlyuchenko, que é muito bom jogador mas perde gols como poucos no universo, se antecipou a Mathijsen tocando no canto direito de Van der Sar. A Holanda, pela primeira vez, se via atrás do placar na Euro 2008.

Van Basten tirou o volante Engelaar e colocou o meia Afellay. Nada contra Afellay, é um jogador muito promissor, fez boa temporada no PSV, mas acredito que a entrada de Robben seria melhor, pois não estava fácil furar a defesa russa, um jogador com a habilidade de Robben poderia conseguir. E a Holanda foi com tudo pra cima, mas sempre preocupada com os letais contra-ataques russos, puxados pelo craque Arshavin, que fez uma partida difícil até de descrever de tão perfeita que foi.

A Holanda era toda pressão, até que conseguiu o empate. O que foi muito bom pra quem tava gostando da partida, ver mais 30 minutos desse excelente jogo. Sneijder cruzou a bola na área e van Nistelrooy cabeceou, sem chances para Akinfeev. E o tempo normal acabou assim, 1 x 1.

A lógica seria a Holanda vir com tudo pra cima na prorrogação, por estar mentalmente mais forte, mas o que se viu foi uma Rússia jogando como se fosse ela quem tivesse empatado nos últimos minutos. Um futebol de encher os olhos, de dar muito gosto de ver. Pavlyuchenko arriscou de fora da área e amassou o travessão de Van der Sar. Aos 9 minutos, Torbinski perdeu uma grande chance de gol, ao chutar fraquinho nas mãos de Van der Sar um chute de dentro da grande área. E o primeiro tempo da eletrizante prorrogação terminava.

No segundo tempo a mesma história, Rússia indo pra cima da Holanda, que talvez por ter tantos jogadores de características ofensivas em campo, se preocupou demais em não deixar espaços. E a Rússia chegou ao seu merecido gol: Arshavin, sempre ele, fez boa jogada pelo flanco esquerdo e cruzou a bola, que caiu já quase dentro do gol, mas Torbinski deu o desvio providencial e colocou os russos em vantagem, aos 7 minutos do 2º tempo do tempo extra. Gol mais do que merecido.

A Holanda precisava novamente se desdobrar em campo pra buscar o empate. E numa cobrança de lateral sensacional de Anyukov, Arshavin com uma finta de corpo espetacular deixou Ooijer pra trás e bateu para o gol. A bola ainda desviou em Heitinga e enganou o goleiro Van der Sar, aos 11 minutos do 2º tempo, um golaço, partida monstruosa de Arshavin, até aqui a melhor partida individual de um jogador.

Depois disso, a Holanda não teve mais forças pra reagir. Foi a última partida de Marco van Basten como técnico da Oranje, ele agora assume o Ajax.


Espanha 0 x 0 Itália (4 x 2 pênaltis)
A Espanha chegou embalada para as quartas de final com a melhor campanha dentre as 16 seleções. Mas isso não quer dizer nada quando se trata da Espanha, vale lembrar que na Copa de 2006 a seleção espanhola teve a melhor campanha dentre as 32 seleções e caiu na fase seguinte, diante da França. Já a Itália se classificou de maneira suada, após perder de 3 x 0 pra Holanda e empatar na segunda rodada com a Romênia, partida que se não fosse Buffon defendendo pênalti de Adrian Mutu a Itália chegaria na última rodada já sem chances de classificação.

O 0 x 0 esteve longe de ser o resultado mais justo da partida. Um 2 x 2 não seria exagero algum. Mas o mais justo mesmo era a vitória espanhola. A Espanha surpreendeu este blogueiro, que esperava uma equipe mais fechadinha, pois enfrentava a Itália e enfrentava seus próprios traumas. Mesmo não estando com a desvantagem no placar, Luis Aragonés só fez alterações pra por o time no ataque: tirou Xavi e Iniesta pra colocar Fabregas e Santi Cazorla. Do outro lado, Roberto Donadoni também tentava deixar sua equipe mais ofensiva ao tirar Perrotta e colocar Camoranesi, trocar Aquilani por Del Piero e Cassano por Di Natale. Era um jogo bonito de se ver, duas equipes procurando vencer, foi impossível não lembrar do nojento esquema do "técnico" Dunga com 3 volantes contra o Paraguai e fazer uma comparação. Mas enfim, não baixemos o nível pra falar da seleção desse pseudo-país.

A Espanha merecia a vitória nos 120 minutos. Na verdade, nos 90 já merecia. Essa geração espanhola é realmente fantástica, David Villa e Fernando Torres formam a melhor dupla de ataque dessa Euro, provavelmente a melhor dupla do mundo. Marcos Senna fez uma partida espetacular, assim como Puyol e Marchena fizeram. Enfim a sorte sorriu a Espanha. Villa, Cazorla, Marcos Senna e Fabregas converteram suas cobranças, enquanto Güiza desperdiçou. Pela Azzurra converteram Fabio Grosso e Camoranesi, enquanto De Rossi e Di Natale desperdiçaram.

A Espanha enfrentará agora a sensação russa, seleção a qual bateu por 4 x 1 na primeira fase. E muito se engana aquele que achar que a Espanha leva alguma vantagem por causa disso, porque quem viu essa partida sabe que o 4 x 1 foi enganoso, a Rússia fez uma bela partida, mas desperdiçou inúmeras chances, coisa que a Espanha aproveitou muito bem.


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18 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (7)

Euro 2008: Quartas de final

Nesta quarta-feira a Rússia foi a oitava e última equipe a garantir vaga na fase de mata-mata da Euro 2008. Confira como ficaram os confrontos:

Portugal x Alemanha (19/06, 15h45)
Que jogo! Portugal não teve muita sorte dessa vez, a Alemanha 'quebrou' a chave ao não ser a líder do seu grupo, e o confronto que era esperado apenas na semifinal agora acontece já nas quartas. Pelo futebol apresentado até aqui, Portugal, que mesmo não tendo feito jogos brilhantes, é favorita, mas é complicado se falar de favoritismo quando se tem do outro lado uma Alemanha, camisa que pesa muito. O futebol da equipe de Joachim Löw tem deixado demais a desejar, assim como alguns jogadores que na Copa de 2006 foram bem, tais como Mertesacker, Metzelder, Lahm, Frings e Schweinsteiger. O centroavante Mario Gomez, vice-artilheiro da Bundesliga na última temporada, teve a sua chance de mostrar que realmente merecia ser titular, mas até agora não aproveitou, perdendo um gol bizonho contra a Áustria. É um jogo que um golzinho de cabeça de Klose pode resolver a parada pro lado alemão. Mas torcerei para Portugal, claro que sem essa babação da mídia brasileira, não gritarei que Portugal é o Brasil na Euro, mas torcerei por gostar de um futebol mais bem jogado, caso de Portugal.
Palpite: Portugal.

Croácia x Turquia (20/06, 15h45)
Jogo imprevisível. Teoricamente a Croácia tem favoritismo, e como dito por este blogueiro antes da Euro começar, se havia uma seleção fora das grandes potências que tinha chance de ser campeã era a Croácia, o time é forte em todas as posições, tem em Modric o seu eixo, jogam um futebol gostoso de se ver. Mas a Turquia vem muito forte mentalmente pra essa partida, devido a épica virada contra a República Tcheca, onde sofreu 2 x 0 e buscou o empate aos 43 do 2º tempo. O empate levava o jogo para uma inédita decisão por pênaltis em fase de grupos, pois turcos e tchecos ficariam rigorosamente empatados em todos os critérios, mas 2 minutos depois veio a virada, novamente com Nihat, autor do segundo gol. E a emoção não parou por aí. Um minuto depois o goleiro turco Volkan Demirel foi expulso, deixando a Turquia com um a menos, e pior, já tendo sido efetuadas as 3 alterações. Os turcos jogaram 3 minutos com o atacante Tuncay no gol, e ainda sim seguraram o fantástico 3 x 2, provando o que esse blogueiro também disse antes da Euro começar, que a equipe turca joga com uma disposição sensacional. E isso pode fazer a diferença. Mas torcerei para a Croácia.
Palpite: Turquia.

- Os vencedores dessas duas partidas fazem uma das semifinais.


Holanda x Rússia (21/06, 15h45)

Jogaço. São as duas seleções que mais bem tocam a bola em toda a Euro. A Holanda envolveu completamente todas as defesas que passou pelo seu caminho até agora, a utilização de 'pontas', no caso Kuyt pela direita e Sneijder pela esquerda, faz com que o contra-ataque seja muito forte e acaba segurando as subidas dos laterais adversários, preocupados com as investidas dos pontas holandeses. Além disso, a dupla de volantes formada por Nigel de Jong e Engelaar vem se mostrando muito forte, especialmente pela presença de Engelaar, que é forte fisicamente, marca bem e sabe sair pro jogo, lembra um pouco o estilo do Vágner, ex-São Paulo e Celta de Vigo. No centro um ótimo Van der Vaart, distribuindo muito bem o jogo pros pontas. Na frente Nistelrooy, de muito boa Euro até aqui. E atrás tem uma muralha chamada Van der Sar. É impressionante como o goleiro ex-Ajax e Juventus, atual Manchester United, atingiu o auge de sua forma com uma idade já elevada, fez uma temporada espetacular nos Red Devils e vem fazendo defesas importantíssimas pra Oranje até aqui.
A Rússia, comandada ironicamente pelo holandês Guus Hiddink, tem um estilo parecidíssimo com a Holanda, provando que a escola holandesa é uma das mais belas de se ver jogar. É impressionante como sempre tem jogador russo livre, em condição de receber a bola, uma movimentação muito constante de todos os jogadores, e uma qualidade de passe muito boa. O meia atacante Arshavin entrou no time hoje contra a Suécia após ficar suspenso nas duas primeiras partidas e foi muito bem, infernizou a zaga sueca. Impressionou, porém, a quantidade de gols que a equipe russa perdeu. Se fosse 5 x 0 pra Rússia não seria nenhum absurdo, teve duas bolas na trave, uma numa chance clara do perdedor de gols oficial dessa Euro, Pavlyuchenko, e outras tantas chances desperdiçadas. Isso só prova o quanto Pavel Pogrebnyak tá fazendo falta ao time. Artilheiro da última Copa da UEFA pelo campeão Zenit, o matador russo lesionou o menisco num amistoso preparatório pra Euro e foi cortado.
O jogo é o que mais me causa expectativa até aqui, certamente veremos duas equipes buscando o gol, nem Holanda nem Rússia sabem jogar defensivamente.
Palpite: Holanda.

Espanha x Itália (22/06, 15h45)
O pior cruzamento possível pra Espanha. Sempre dona de campanhas excelentes na fase de grupos, definitivamente a Espanha não tem sorte quando entra na fase de mata-mata. Só pra lembrar: na Copa de 2006, após a melhor campanha na primeira fase dentre todas as seleções, cruzou com a França, que foi apenas a segunda colocada num grupo com Coréia do Sul, Suíça e Togo. Eliminação espanhola. Em 2000, novo cruzamento com a França, dessa vez nas quartas, e nova eliminação. Dessa vez, a 'lógica' era a Itália classificar em primeiro, mas ficou em segundo, pra azar espanhol. E a maneira como a Itália classificou, tendo que vencer a França na última rodada, terá o mesmo "efeito Turquia", deixará o time mais forte mentalmente, e com o favoritismo. Panucci e Chiellini ajeitaram bem a zaga italiana depois da catastrófica partida de Materazzi e Barzagli contra a Holanda. O grande problema italiano foi ter perdido Pirlo e Gattuso pra partida por causa do segundo amarelo, não será fácil substituí-los, especialmente Pirlo.
A Espanha tem problemas em sua defesa, tomou gol nos 3 jogos até aqui. Puyol e Marchena não formam uma das duplas mais seguras da Euro, o que talvez justifique o técnico Aragonés jogar com Marcos Senna bem recuado, como um nítido primeiro volante. Mas, na opinião deste que escreve, é um crime Fabregas ficar no banco, é preferível que Xavi desempenhe esse papel que faz Marcos Senna e que o brasileiro saia do time, porque em seleção alguma do mundo Fabregas seria reserva, ele pode decidir as partidas com uma assistência. Mas é pouco provável que o time com 3 vitórias(a de hoje, contra a Grécia, uma Espanha "B", que teve Fabregas como titular) o técnico pense em mudar, então provavelmente teremos novamente Fabregas no banco.
Palpite: Itália.


Blog das quartas: www.futebolaocuboeuro2008quartas.blogspot.com

13 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (6)

Euro 2008: blog dos grupos

Confira os resultados, fichas técnicas de cada partida, próximas partidas e seus horários acessando:

GRUPO A - http://futebolaocuboeuro2008grupoa.blogspot.com

GRUPO B - http://futebolaocuboeuro2008grupob.blogspot.com

GRUPO C - http://futebolaocuboeuro2008grupoc.blogspot.com

GRUPO D - http://futebolaocuboeuro2008grupod.blogspot.com

10 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (5)

Euro 2008: Grupo C - 1ª Rodada

Romênia 0 x 0 França
O jogo de abertura do 'grupo da morte'. E foi até agora o pior jogo de se assistir, França e Romênia entraram com muito respeito um ao outro, sem querer se arriscar. A Romênia até compreende-se isso, apesar de ter uma boa equipe, a Romênia tecnicamente é inferior aos franceses. O primeiro lance que dá para destacar aconteceu apenas aos 33 minutos, numa cabeçada de Anelka por cima do gol de Lobont, e o primeiro tempo foi apenas isso.

Na segunda etapa parecia que enfim a França tomaria a iniciativa, logo aos 4 minutos, Malouda fez jogada individual pela esquerda, cortou Contra e bateu próximo a trave de Lobont. E o jogo voltou a esfriar. Benzema ainda teve duas boas chances de abrir o placar para a França, mas finalizou mal, não levando grande perigo. O placar era o mais justo possível. Guardemos palavras para o jogo seguinte.


Holanda 3 x 0 Itália
Um show. Holanda e Itália fizeram um jogo que justificou todas as expectativas, foi até aqui de maneira absoluta o melhor jogo da competição. Para já se ter uma dimensão, no total de chutes no gol, chutes bloqueados e chutes para fora, Holanda deu 18 chutes e a Itália 16. Apesar do placar parecer que só a Holanda jogou, a Itália não fez uma má perdida, o problema italiano se restringe basicamente ao setor defensivo.

Contudo, o primeiro gol da Holanda saiu de maneira irregular: Van der Vaart cruzou na área italiana, Buffon cortou parcialmente socando a bola, e na disputa pelo alto com o próprio companheiro Panucci, o zagueiro caiu fora do gramado, ficando ali. A bola sobrou para Sneijder, que chutou para o gol e Nistelrooy, impedidaço, concluiu a jogada. A única coisa que dá para se pensar que o bandeirinha tenha interpretado é que Panucci tava condições, mas ele estava fora de campo, não conta, mas o gol foi validado. E que fique claro que apesar disso a Holanda fez por completo vencer a partida.

O segundo gol foi uma aula de contra-ataque: van Bronckhorst salvou a bola em cima da linha após cobrança de escanteio de Pirlo, e ele mesmo se projetou para receber a bola pela esquerda, e van der Vaart lançou-o na altura da intermediária italiana, e van Bronckhorst fez ótimo cruzamento na cabeça de Kuyt que escorou para Sneijder entrar batendo e marcar o segundo gol holandês, aos 31 minutos, um golaço.

E quase que o jogo vira 3 x 0. Faltando 2 minutos pro fim do primeiro tempo, van der Vaart deu passe espetacular nas costas da zaga italiana, a bola caiu na medida para Nistelrooy bater e Buffon salvar a Itália do terceiro gol.

O terceiro gol, aos 34 do 2º tempo, parecia replay do segundo: a jogada inicia-se com um lance de perigo para Itália, onde van der Sar faz ótima defesa em falta batida por Pirlo, e é a defesa do goleiro do Manchester United que inicia o contra-ataque que culmina com o gol de van Bronckhorst, dando números finais a partida.

A Itália não jogou bem, claro, mas não foi uma tragédia completa. Tragédia mesmo foi a defesa da Itália, que começou a ruir antes de começar a Euro, com a lesão de Cannavaro. Uma defesa que já teve Maldini e Baresi e Nesta e Cannavaro não dá pra ter Materazzi e Barzagli. Chiellini precisa entrar nessa defesa urgente. E o Ambrosini é muito menos jogador que o Aquilani. E também não dá para deixar Del Piero no banco, o artilheiro do Calcio entrou muito bem na partida, ainda mais porque agora a Itália terá que vencer de qualquer maneira a Romênia, a tática precisa ser alterada, não dá pra Luca Toni ficar tão isolado na frente. Luca Toni que perdeu gols ontem que não costuma perder. Deu tudo errado para a Itália, talvez as chances de gol só tenham aparecido porque a Holanda dá espaços, é um time ofensivo, joga e deixa jogar.

A Holanda lidera o grupo com 3 pontos, seguida de França e Romênia com 1 ponto, e a Itália na quarta posição sem pontos e com um saldo que não lhe permitirá decidir sua vaga nesse critério.


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9 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (4)

Euro 2008: Grupo B - 1ª Rodada

Áustria 0 x 1 Croácia
Jogando com o apoio de sua torcida, em Viena, a seleção da Áustria enfrentava os favoritos croatas na estréia do Grupo B da Eurocopa 2008. E logo de cara a seleção da Croácia já mostrou a que veio, foi pra cima desde o primeiro minuto e aos 3 o volante Aufhauser fez pênalti em Olic. Luka Modric, grande promessa do futebol mundial, converteu a cobrança. A Croácia continuou dominando por mais uns 10 ou 15 minutos, mas depois o time simplesmente parou e a Áustria equilibrou as ações. Nos últimos minutos da primeira etapa já demonstrava superioridade sobre os croatas.

O segundo tempo começou como acabou o primeiro, com a Áustria mais presente no campo defensivo croata. Mas a pressão mesmo só começou a partir dos 25 minutos, onde só a Áustria criava chances de gol. Em uma delas, aos 33 minutos, Ivanschitz cabeceou em velocidade de fora da área e Pletikosa, em dois tempos - quase um frango na verdade - defendeu. Faltando 4 minutos para o encerramento do tempo regulamentar, Korkmaz arriscou de fora da área e exigiu boa defesa de Pletikosa. E na última chance austríaca, aos 47 minutos, a bola foi alçada na área e Kienast cabeceou rente ao poste croata. E a partida acabou assim, 1 para a Croácia, 0 para a Áustria. Assim como a Suíça, também anfitriã, os austríacos perderam na estréia merecendo melhor sorte.


Alemanha 2 x 0 Polônia
A estréia de outra favorita. A Alemanha tem a obrigação de terminar na primeira colocação de seu grupo, e deu um bom passo para isso na estréia. Mas com menos de 1 minuto quem quase abriu o placar foi a Polônia, após Lehmann e Mertesacker trombarem e a bola sobrar para Krzynowek na meia-lua isolar. A resposta veio 3 minutos depois, num lance incrível: Klose, em posição legal, saiu cara a cara com o goleiro polonês Boruc, mas ao invés de chutar, Klose quis surpreender e rolou para Mario Gomez, mas também surpreendeu o atacante alemão, que se esticou ao máximo num carrinho e o máximo que conseguiu foi triscar na bola, passando ao lado do gol.

Aos 20 minutos, o gol alemão: Mario Gomez, cuja escalação como titular me pareceu acertadíssima, lançou Miroslav Klose que novamente em posição legal saiu na cara de Boruc, e novamente preferiu não finalizar, mas dessa vez rolou certinho para Lukas Podolski abrir o placar para a Alemanha. Podolski, nascido na Polônia, não comemorou o gol. Aos 36 minutos, a Polônia teve outra ótima chance de gol, mas Zurawski chutou pra fora, perto da trave de Lehmann. A última chance do primeiro tempo veio após bonita jogada pela direita de Fritz, que cruzou rasteiro para Mario Gomez pegar mal na bola. Klose ainda tentou aproveitar o mau chute, mas não conseguiu, e o primeiro tempo terminava com vitória da Alemanha por 1 x 0.

Pro segundo tempo, o holandês técnico da Polônia, Leo Beenhakker, colocou o brasileiro Roger, ex-Corinthians e Flamengo, no lugar de Zurawski. No Brasil, Roger atuava como lateral-esquerdo, mas assim como a maioria dos laterais que saem do Brasil e vão para a Europa, Roger também virou um meia na seleção polonesa. Chega a ser meio engraçado no meio de Lobodzinsks, Wasilewskis e Krzynoweks haver um Roger, e pra completar, um Roger 'Guerreiro' ainda por cima, apelido que por sinal é bem criativo, tão criativo como apelido de estádio no aumentativo (Mineirão, Barradão, Douradão, etc.).

Isso a parte, o fato é que Roger deu outra cara ao time polonês, jogou muito bem, será inexplicável se na próxima partida, diante da Áustria, ele novamente ficar no banco.

O segundo gol alemão veio aos 27 minutos, fruto de uma assistência bem bizarra: o lateral Golánski bobeou feio dentro da área, Schweinsteiger roubou-lhe a bola e rolou para Klose finalizar, mas este pegou de maneira tão bizonha na bola que a bola encobriu a si próprio, mas atrás dele vinha Podolski, e a bola caiu certinho, na medida, para Podolski fuzilar a meta de Boruc, colocando números finais a partida.

Com os resultados, Alemanha e Croácia lideram com 3 pontos, com vantagem alemã no saldo de gols, e se enfrentam na próxima rodada.


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8 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (3)

Portugal e República Tcheca largam bem na Euro 2008

Suíça 0 x 1 República Tcheca
Após uma bonita cerimônia de abertura da Eurocopa 2008, no estádio St.Jakob Park, na Basiléia, os suíços contavam com o apoio dos seus torcedores para partir pra cima da República Tcheca. E assim realmente aconteceu, tentando aproveitar o embalo inicial dos torcedores. Frei levou perigo logo começo do jogo. Parecia que seria um abafa, mas a Suíça diminuiu um pouco o ritmo, e o jogo num dado momento chegou a ficar chato. Com mais uma ou duas chances de gol, o primeiro tempo se encerrava. Ok, não se pode exigir muito de Suíça e República Tcheca. Mas antes do término do primeiro tempo um lance que pode ter sido capital para o restante da campanha suíça na Euro: em disputa de bola com o defensor Grygera, o suíço Alexander Frei machucou-se e precisou sair. Horas depois foi confirmada a lesão dos ligamentos do joelho e Frei, maior artilheiro da história da seleção suíça, está fora da Euro.

No seu lugar entrou Yakin, que entrou ligado no jogo, logo no começo do segundo tempo já quase marcava de cabeça. A suíça esboçava nova pressão. E quando mais dominava a partida, veio o castigo: após escanteio batido por Jankulovski, a zaga suíça afastou a bola, mas a bola voltou e pegou a defesa suíça saindo e encontrando Sverkos, que substituiu o gigante Koller, livre, para tocar no canto esquerdo de Benaglio e abrir o placar para os tchecos. O resultado não fazia justiça ao que vinha acontecendo na partida. Quase que de imediato o técnico dos suíços, Jakob Kuhn, tirou o lateral direito Lichtsteiner e colocou o atacante Vonlanthen, passando o meia Behrami para a lateral direita. A partir daí o que se viu foi pressão suíça apenas.

Aos 35 minutos, os suíços reclamaram de pênalti - com razão - em toque de mão de Ujfalusi. Na sobra, Barnetta encheu o pé para defesaça de Petr Cech e no rebote Vonlanthen carimbou o travessão quase dentro da pequena área. Os tchecos sequer tentavam contra-atacar, eram apenas defesa e nada mais. A pressão ficou até o último minuto, mas os suíços perderam a sua estréia diante dos seus torcedores, além de terem perdido o seu capitão, Frei, por lesão.


Portugal 2 x 0 Turquia:
A estréia da primeira seleção cotada ao título sempre causa maior expectativa, e felizmente Portugal não deixou de correspondê-la. Pela frente uma esforçada Turquia, sem grandes valores individuais, aposta no conjunto. Portugal foi pra cima desde o início, com Cristiano Ronaldo aberto pela direita e Simão, cuja escalação me parece errada visto as opções de banco(Nani e Quaresma), pela esquerda. Portugal chegou ao seu primeiro gol aos 16 minutos, mas corretamente anulado: após cruzamento de Simão, Pepe cabeceia livre, mas em posição irregular, assinalada pelo bandeirinha.

A Turquia não levava perigo, e Portugal por uns instantes parecia não saber o que fazer com tanta posse de bola. Aos 38, outro lance perigoso, dessa vez em falta muito bem batida por Cristiano Ronaldo, acertando a trave - a primeira de três -, desviada levemente pelo goleiro turco Volkan Demirel. E assim encerrava o primeiro tempo, 0 x 0.

No segundo tempo, logo aos 5 minutos, a segunda bola na trave: após estranha exitação de Gökhan Zan, Simão tomou-lhe a bola que sobrou para Nuno Gomes finalizar no pé da trave direita de Volkan Demirel. Cinco minutos depois, Cristiano Ronaldo faz linda jogada individual pela esquerda, mas pára na boa defesa de Volkan Demirel. Os lances de perigo iam se sucedendo, até que o inevitável e justo gol saiu: em um rápido um-dois, o zagueiro Pepe tocou para Nuno Gomes, que de primeira lançou-o de volta para abrir o marcador para Portugal, aos 16 minutos, um gol que fazia plena justiça ao que era a partida.

Quatro minutos depois a terceira bola na trave: cruzamento milimétrico de Cristiano Ronaldo e boa cabeçada de Nuno Gomes no travessão. Pouco depois, o avante do Benfica deu lugar a Nani, do Manchester United. Depois foi a vez de Raúl Meireles, do Porto, entrar no lugar de Simão Sabrosa. E foi de Raúl Meireles o gol que finalizou a partida, aos 48 minutos: Cristiano Ronaldo avançou pela esquerda e fez um bom centro rasteiro para João Moutinho - que fez belíssima partida -, que com uma finta de corpo driblou Hakan Balta, já praticamente matando o goleiro Volkan Demirel junto, e rolou para Raúl Meireles fechar o marcador.

Com a vitória por 2 gols, Portugal é líder da chave com 3 pontos, mesmo número de pontos que a República Tcheca. Sem pontos aparecem Suíça e Turquia, com vantagem suíça no saldo de gols.

- Clique sobre o resultado para ver a ficha completa da partida ou clique aqui para ver a tabela com os próximos confrontos e horários.

7 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (2)

Euro 2008: Grupos C e D

Como iniciado ontem com a análise dos grupos A e B, completo agora com a análise dos grupos C e D. O grupo C é com certeza o 'grupo da morte', pois conta com Itália, atual campeã mundial; França, atual vice-campeã mundial; Holanda e sua sempre forte seleção; e Romênia, que num grupo mais acessível certamente seria uma das favoritas a classificação. O grupo D primará pelo equilíbrio, com a Espanha aparecendo como favorita, mas todos conhecem a Espanha em torneios importantes, sempre arruma um jeitinho de decepcionar. E as outras 3 seleções brigarão em condições de extrema igualdade pela segunda vaga: Rússia, Grécia e Suécia praticamente se equivalem, talvez com uma pequena, muito pequena, vantagem para os russos.


Grupo C

Itália - Os atuais campeões do mundo vão certamente sofrer muita pressão pra que confirmem seu status adquirido em 2006. Mas o grupo é complicadíssimo, o grupo mais forte das últimas edições da Euro. A Itália deve se classificar, nem que seja como segunda da chave, pois eliminação na primeira fase certamente seria o fim da era Donadoni à frente da Azzurra.
Destaques: Buffon, Pirlo e Luca Toni.
Jovem Promessa: Aquilani.
Técnico: Roberto Donadoni.

França - Outra seleção que chega pressionada para a Euro. Mas a seleção é experiente, conta com jogadores como Makelele, Vieira e Thierry Henry, não sentirão a pressão, mas não significa vaga garantida. A estréia é fundamental, enfrentam a Romênia que, apesar de ótima seleção, é a quarta força do grupo, é fundamental uma vitória pra não precisar ter a obrigatoriedade de vencer Holanda e Itália, respectivamente. Apesar do astro Henry, a peça-chave do time é o meia Ribéry, de excepcional temporada no Bayern de Munique.
Destaques: Vieira, Ribéry e Henry.
Jovens Promessas: Nasri, Benzema e Gomis.
Técnico: Raymond Domenech.

Holanda - Chega com um pouco menos de pressão que as duas seleções já citadas, pois caiu num grupo dificílimo. E além disso, a seleção holandesa tem problemas em sua defesa, está longe de ser uma defesa segura. Os prováveis titulares serão Ooijer, Mathijsen, Heitinga e van Bronckhorst, ou seja, fraca, ainda mais se comparar com as opções ofensivas da Holanda. A força ofensiva está especialmente nos pontas, com Robben pela esquerda e Sneijder pela direita, ainda com as opções de Van Persie e Kuyt pelas pontas. O centroavante será o indispensável Van Nistelrooy, mas é uma pena que esse esquema com apenas um centroavante deixe Huntelaar no banco de reservas, pois é um jogador que pode fazer a diferença, e deve entrar em caso de necessidade durante as partidas.
Destaques: Van der Sar, Sneijder e Nistelrooy.
Jovem Promessa: Afellay.
Técnico: Marco Van Basten.

Romênia - Deu azar, muito azar. A seleção é forte, seria candidata e favorita a uma das vagas em qualquer outro grupo, menos no grupo em que caiu. Há jogadores renomados, como Contra, do Getafe, Adrian Mutu, da Fiorentina e Cristian Chivu, da Inter de Milão, além de outros bons valores, como Nicolita, Marica e Dica. O time é forte, dificilmente terminará a competição com 3 derrotas, mas a vaga num grupo fortíssimo como esse parece muito para a equipe romena. Mas vale lembrar: na Euro 2000 a Romênia também caiu no 'grupo da morte', ao lado de Alemanha, Portugal e Inglaterra e conseguiu a sua vaga.
Destaques: Lobont, Chivu e Mutu.
Jovens Promessas: Nicolita e Marica.
Técnico: Victor Piturca.


Grupo D

Espanha - É a favorita da chave, como desde a Copa de 98 é favorita e desde 98 decepciona. Só para lembrar, a Espanha em 98 chegou como candidatíssima ao título, contava com Raúl no auge de sua carreira, e foi eliminada na primeira fase. Na Euro 2000, eliminação nas quartas de final para a França. Na Copa de 2002, eliminação - polêmica, diga-se - para os coreanos nas quartas de final. Na Euro 2004, eliminação vexatória na primeira fase. Na Copa de 2006, eliminação nas oitavas de final após a melhor campanha na primeira fase dentre as 32 seleções, e novamente derrota pra os franceses. Ou seja, a Espanha já tem tradição de eliminações, e com certeza o grupo de jogadores, que por mais que não sejam mais os mesmos, jogará contra essa sina. De todo modo, a Espanha é uma favorita ao título, há ótimos jogadores em cada uma das 11 posições.
Destaques: Casillas, Puyol e Fernando Torres.
Jovens Promessas: David Silva e Fabregas(apenas pela pouca idade, pois já é o principal jogador do Arsenal).
Técnico: Luis Aragonés.

Rússia - A seleção russa tem como seu principal homem o técnico Guus Hiddink, com certeza um dos 3 melhores técnicos do mundo. Comandou os coreanos até a semifinal da Copa de 2002 e os australianos na eliminação para os italianos nas oitavas de final, com gol de pênalti de Totti já nos descontos. Apenas um dos 23 convocados atua fora do futebol russo (Saenko, do Nürnberg-ALE), mas a seleção não deixa de ser menos experiente por causa disso. A zaga deve ser composta basicamente de jogadores do CSKA Moscou: no gol, o jovem Akinfeev e na linha defensiva os gêmeos Vasili e Aleksei Berezutski, além de Ignashevich. O 'intruso' deve ser Anyukov, do Zenit, atual campeão da Copa da UEFA. No ataque, a Rússia sofreu uma perda enorme, apesar de não ter sido desconvocado: Pavel Pogrebnyak, artilheiro e campeão da Copa da UEFA, sofreu lesão no menisco e dificilmente terá condições de jogar. O ataque continuaria forte, com Arshavin e Pavlyuchenko, mas certamente Pogrebnyak fará falta.
Destaques: Zyrianov, Arshavin e Pogrebnyak.
Jovens Promessas: Akinfeev e Bilyaletdinov.
Técnico: Guus Hiddink.

Grécia - É estranho dizer isso, mas a Grécia é a seleção que está indo defender seu título na Euro 2008. Obviamente que pensar num bi campeonato é totalmente utópico, o que aconteceu em 2004 foi uma exceção histórica, com certeza a maior zebra de todos os tempos da Eurocopa. A seleção é forte, conta com jogadores importantes na conquista de 2004, como o goleiro Nikopolidis, Seitaridis, Dellas, Giannakopoulos, Karagounis e Charisteas, assim como o treinador Otto Rehhagel, mas avançar para as quartas de final é o objetivo dos gregos, algo além disso já será além do esperado.
Destaques: Nikopolidis, Katsouranis e Charisteas.
Jovem Promessa: Samaras.
Técnico: Otto Rehhagel.

Suécia - A equipe sueca, dirigida pelo experiente Lars Lagerbäck, chega confiante para a disputa da Euro, especialmente pela tranqüila classificação, onde ficou atrás da Espanha, mas bem a frente da Irlanda do Norte, terceira do grupo. O elenco é forte e tem um jogador capaz de decidir partidas: Zlatan Ibrahimovic. Além dele, há a experiência do interminável Henrik Larsson e seus 37 anos, além de jogadores de nome, como Ljungberg, Mellberg, Isaksson, Källström e Elmander. Como o cruzamento nas quartas será com o Grupo C, uma classificação em seu grupo já estaria de bom tamanho para os suecos.
Destaques: Ljungberg, Larsson e Ibrahimovic.
Jovem Promessa: Sebastian Larsson.
Técnico: Lars Lagerbäck.


Para conferir o dia e horário das partidas, clique sobre os grupos. Lá você confere também todos os 23 convocados de cada uma das seleções.

6 de junho de 2008

Eurocopa 2008 (1)

Eurocopa 2008: campeonato de seleções continental mais importante do mundo começa nesse sábado

Começa neste sábado, mais precisamente às 13:00(horário de Brasília), a Euro 2008, torneio que reúne as maiores seleções da Europa. Se preferir, chame o torneio de "Copa do Mundo sem Brasil e Argentina", pois são apenas as 16 melhores seleções européias que disputam a competição, ou seja, a nata das seleções. Áustria e Suíça sediarão a competição de maneira conjunta. Os suíços abrirão a competição enfrentando a seleção da República Tcheca.

Regulamento: Quatro equipes divididas em 4 grupos, onde os 2 melhores avançam para as quartas de final, com os seguintes cruzamentos:
1º Grupo A x 2º Grupo B
1º Grupo B x 2º Grupo A
1º Grupo C x 2º Grupo D
1º Grupo D x 2º Grupo C

Uma breve análise das chances de cada seleção nos grupos A e B.

Grupo A

Suíça -
A seleção suíça vem para a disputa da Euro com boas chances de classificação, apesar do equilibrado grupo. A equipe contará com o apoio da torcida certamente, mas ao contrário de seus co-anfitriões, a força da seleção não é apenas a sua torcida. O grupo tem a maioria dos seus jogadores atuando nas principais ligas do Velho Continente, como Senderos e Djourou, do Arsenal; Gelson Fernandes, do Manchester City; Degen, do Borussia Dortmund; Inler, da Udinese; Barnetta, do Bayer Leverkusen, entre outros. Uma classificação para a segunda fase - e um provável confronto contra a Alemanha - já seria uma boa campanha.
Destaques: Senderos, Barnetta e Frei.
Jovem Promessa: Gelson Fernandes.
Técnico: Jakob Kuhn.

Portugal - A seleção mais querida dentre os brasileiros, sem dúvida. Não somente pelos laços históricos, mas especialmente por causa de seu treinador, Luis Felipe Scolari. E atualmente uma seleção que conta com Cristiano Ronaldo terá o carinho de qualquer torcedor que não esteja na Euro. Portugal é favorita para a primeira vaga do grupo e uma das candidatas ao título. Apesar de já ter vivido momento melhor na carreira, o meia Deco segue com toda a confiança de Felipão, além de C.Ronaldo, artilheiro da Premier League e UEFA Champions League. O maior problema de Portugal são os laterais, e prováveis titulares, Bosingwa e Paulo Ferreira. O primeiro até realizou uma temporada segura no Porto, o que lhe rendeu uma transferência ao Chelsea, time de Paulo Ferreira, que é bem fraco, apesar de experiente.
Destaques: Cristiano Ronaldo, Deco e Ricardo Carvalho.
Jovens Promessas: Miguel Veloso, João Moutinho e Nani.
Técnico: Luis Felipe Scolari.

República Tcheca - Candidata a decepção. Aliás, já ostentou esse título nada honroso na Copa de 2006, quando o time era apontado como forte candidato a no mínimo chegar as semifinais. O ponto forte é sem dúvida o excelente goleiro Petc Cech, do Chelsea. O time é experiente - talvez até velho -, tem jogadores renomados como Koller, Baros e Jankulovski, mas não há muitas perspectivas de sucesso aos tchecos. Mas quem sabe não era essa falta de pressão que precisava para os tchecos realizarem boa campanha.
Destaques: Cech, Baros e Koller
Jovem Promessa: Fenin.
Técnico: Karel Bruckner.

Turquia - A força turca está sem dúvida no conjunto e disposição com que costumeiramente seus jogadores atuam. Não há um grande jogador, capaz de decidir partidas, mas há bons jogadores, a começar pelo experiente goleiro Rustu, de 35 anos, titular na campanha espetacular na Copa de 2002. Além dele, merecem destaque os meias Emre, o brasileiro Mehmet Aurélio, Arda Turan, Hamit Altintop, Tuncay e Nihat. O grupo é difícil, mas a Turquia não seria zebra alguma se avançasse de fase.
Destaques: Rustu, Mehmet Aurélio e Tuncay.
Jovens Promessas: Kazim Kazim e Arda Turan.
Técnico: Fatih Terim.


Grupo B

Áustria - Contará com o apoio da torcida. E só. É a seleção tecnicamente mais fraca do torneio e os torcedores não estão otimistas na campanha da seleção na Euro. O próprio treinador, Josef Hickersberger, disse que espera ao menos uma vitória, que já estaria de bom tamanho. Os destaques são o atacante Roland Linz, de boa temporada no Braga, a experiência do defensor Pogatetz, do Middlesbrough, e o jovem Harnik, do Werder Bremen.
Destaques: Linz e Pogatetz.
Jovem Promessa: Harnik.
Técnico: Josef Hickersberger.

Alemanha - A favorita absoluta da chave. E a Alemanha joga com essa responsabilidade, pois uma segunda colocação pode significar um confronto antecipado com Portugal, previsto apenas para a semifinal. Mas a equipe de Joachim Löw é experiente e com ótimos valores individuais, além da seleção ter resgatado a auto-confiança após a ótima Copa de 2006. É certamente uma fortíssima candidata ao título, há vários ótimos jogadores em quase todas as posições.
Destaques: Lehmann, Ballack e Klose.
Jovens Promessas: Mario Gomez, Adler e Podolski.
Técnico: Joachim Löw.

Croácia - Candidata a surpresa. A equipe dirigida por Slaven Bilic é forte em todos os setores praticamente, talvez apenas no gol não conte com um goleiro muito seguro(Pletikosa), mas na defesa há a experiência de Robert Kovac e Simic, no meio-campo a experiência de Niko Kovac e a juventude de Luka Modric(recém contratado pelo Tottenham), Ivan Rakitic e Niko Kranjcar, e na frente os centroavantes Petric, Klasnic e Olic. Se tivesse que apontar uma seleção fora das maiores favoritas a ganhar o título, a minha seria a croata.
Destaques: Robert Kovac, Klasnic e Petric.
Jovens Promessas: Corluka, Rakitic e Modric.
Técnico: Slaven Bilic.

Polônia - Tecnicamente, talvez só mais forte que a Áustria. A equipe polonesa até tem jogadores conhecidos, como o goleiro Boruc, o defensor Zewlakow, o meia Krzynowek e os atacantes Smolarek e Zurawski. Mas curiosamente, é a posição de goleiro que os poloneses mais tem jogadores conhecidos: além do já citado Boruc, do Celtic, estão convocados Kuszczak, do Manchester United, e Fabianski, do rival Arsenal. Como o grupo não é dos mais fortes, a Polônia tem la sua chance de classificar, o que seria um grande resultado já. Outra curiosidade: Roger, lateral-esquerdo ex-Corinthians (aquele do chute em D'Alessandro numa partida contra o River Plate, que lhe causou a expulsão), disputará a Euro pela seleção polonesa.
Destaques: Boruc, Zewlakow e Krzynowek.
Técnico: Leo Beenhakker.


Para conferir o dia e horário das partidas, clique sobre os grupos. Lá você confere também todos os 23 convocados de cada uma das seleções.

1 de junho de 2008

Calendário Brasileiro

Futebol Brasileiro - Parte I


O texto é grande, já aviso, mas será dividido em 3 partes(ou mais, se necessário), para não ficar muito cansativo. É um pensamento sobre o futebol brasileiro, o futebol do "país do futebol", como pregam os ufanistas de plantão.

Comecemos de cima.

- Calendário anual e Competições:

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que na maioria das vezes deveria adotar o nome de Confederação da Seleção Brasileira de Futebol, não parece ter a menor pretensão de melhorar o calendário brasileiro. Antes de continuar, uma ressalva: a criação da Série D, fazendo da Série C os mesmos moldes das séries A e B, foi genial. Mas isso não muda o fato do calendário ser uma zona que atende apenas os interesses da televisão, como se este fosse mais importante que os direitos de clubes e jogadores de pré-temporada, afinal, pra TV não é interessante a pré-temporada, pois são períodos sem jogos, ou seja, sem dinheiro. Ou seja, cada um pensa em si nesse caso.

Os Campeonatos Estaduais deveriam ter o mesmo formato no Brasil inteiro, e deveriam ter menos times, e jamais haver um turno classificatório, pois só aí, no caso do Paulistão 2008, já vão 19 datas (20 times, 19 rodadas), então contando semifinal e final já são mais 4 datas, ou seja, 23 datas para um campeonato estadual é muita coisa. Bato de frente com quem diz que os estaduais devem simplesmente acabar, isso não é solução, além do que seria como acabar com a Copa da Inglaterra, acabar com um torneio tradicionalíssimo. Os estaduais deveriam ser disputados em grupos, talvez com 16 equipes divididas em 4 grupos de 4, jogando entre elas uma única vez, com os grandes como cabeça-de-chave de cada grupo. Avançariam para as quartas de final os 2 primeiros de cada grupo, com o 1º colocado do grupo A enfrentando o 2º colocado do grupo D, por exemplo. Os lanternas de cada grupo disputariam uma espécie de semifinal contra o rebaixamento, em partidas de ida e volta, onde os perdedores estariam rebaixados, pois cair 4 equipes é muita coisa, isso significa que um quinto dos times cairão. Resumindo: os estaduais passariam de 23 datas para 9 datas(3 para a primeira fase, 2 para as quartas de final, 2 para as semifinais e 2 para as finais). Isso seria completamente benéfico em termos de pré-temporada, os estaduais não precisariam começar no meio de Janeiro, poderiam começar em Fevereiro. Mas claro, isso não atende aos direitos televisivos, mais importantes do que qualquer outra coisa no "país do futebol".

A Copa do Brasil é de longe a competição que mais precisa ser mudada. É extremamente absurdo os times que jogam a Libertadores serem "punidos" e não jogarem a Copa do Brasil - que queira ou não virou um classificatório pra Libertadores - por terem sido os melhores times brasileiros na temporada passada e irão representar o país no torneio sul-americano. E a solução pra isso é extremamente simples, requer apenas uma coisa aos dirigentes da CBF: boa vontade. Por qual razão a Copa do Brasil precisa começar e terminar no 1º semestre? Por que não fazê-la durar o ano todo como em todos os países europeus? É simples: os times menores vão jogando jogos eliminatórios entre eles, apenas uma partida, com sorteio de mando de campo, e como o Brasil é imenso poderia nas primeiras fases ser feita uma regionalização dos confrontos, a que poderia ser chamada de Fase Regional. Nesta fase não estariam incluídos times que disputam as Séries A, B e C. O critério de classificação seriam os Estaduais. Cada região e cada estado com sua cota de times, desta forma:

Fase Regional:

Região Norte

- 28 Equipes da Região Norte (as 4 melhores equipes dos Estaduais de cada um dos 7 estados da Região Norte, lembrando sempre que times da Séries A, B e C do Brasileirão não entram nessa conta);
* As 28 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, onde equipes do mesmo estado não se enfrentariam, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 14 equipes;
* As 14 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, podendo o cruzamento de times do mesmo estado, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 7 equipes;
* As 7 equipes estariam classificadas para a Fase Nacional.


Região Nordeste

- 36 Equipes da Região Nordeste (as 4 melhores equipes dos Estaduais de cada um dos 9 estados da Região Nordeste, lembrando sempre que times da Séries A, B e C do Brasileirão não entram nessa conta);
* As 36 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, onde equipes do mesmo estado não se enfrentariam, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 18 equipes;
* As 18 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, podendo o cruzamento de times do mesmo estado, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 9 equipes;
* As 9 equipes estariam classificadas para a Fase Nacional.


Região Centro-Oeste

- As 16 equipes da Região Centro-Oeste (as 4 melhores equipes dos Estaduais de cada um dos 3 estados mais o Distrito Federal, lembrando sempre que times da Séries A, B e C do Brasileirão não entram nessa conta);
* As 16 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, podendo o cruzamento de times do mesmo estado devido ao número menor de times, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 8 equipes;
* As 8 equipes estariam classificadas para a Fase Nacional.


Região Sudeste

- As 16 equipes da Região Sudeste (as 4 melhores equipes dos Estaduais de cada um dos 4 estados da Região Sudeste, lembrando sempre que times da Séries A, B e C do Brasileirão não entram nessa conta);
* As 16 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, podendo o cruzamento de times do mesmo estado devido ao número menor de times, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 8 equipes;
* As 8 equipes estariam classificadas para a Fase Nacional.


Região Sul

- As 12 equipes da Região Sul (as 4 melhores equipes dos Estaduais de cada um dos 3 estados da Região Sul, lembrando sempre que times da Séries A, B e C do Brasileirão não entram nessa conta);
* As 12 equipes jogarão mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, podendo o cruzamento de times do mesmo estado devido ao número menor de times, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 6 equipes;
* As 6 equipes PERDEDORAS dos confrontos jogariam um confronto de mata-mata simples, confrontos definidos em sorteio, podendo o cruzamento de times do mesmo estado, jogo único, mando de campo sorteado, onde sairiam 3 equipes;
* As 3 equipes jogariam um triangular simples, cada equipe realizando duas partidas, uma em casa e outra fora de casa, onde as duas equipes com mais pontos se juntarão as 6 equipes classificadas no primeiro mata-mata, totalizando assim 8 equipes;
* As 8 equipes estariam classificadas para a Fase Nacional.

Ao todo, somando cada região, sairão 40 equipes, que disputarão a partir de agora a Fase Nacional, que será falada na próxima postagem.